sábado, 15 de agosto de 2009

Lá vem o Sol, tchururu ruuu...

É impressionante o que os dias ensolarados produzem nas pessoas. Depois da temporada de chuvas que passamos em São Paulo, tempo este em que minha pele já estava ficando felpuda e verde, apareceu o Sol assim como dias secos luminosos.
Não é que eu não goste de chuva, ou de dias nublados, mas tudo em excesso faz mal para a saúde e/ou para o espírito. As condições climáticas para mim sempre foram aceitas com muita conformação, mas já estava demais!
A chuva é necessária assim como o tempo ensolarado. Os ciclos anuais devem ser aceitos respeitados, mas não há como negar que dias claros deixam as pessoas mais bem humoradas e alegres. Como seria a nossa vida se todos os dias fossem perfeitamente ensolarados? Não seria um pouco chato devido à previsibilidade?




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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Onde foi parar?

Um fato tem me preocupado muito! Meu rosto está mudado. Faz algum tempo que não olho minha cara no espelho. Eu a olho sim, mas não por completo. Olho a minha barba para saber se está na hora de fazê-la. Procuro, sobre minha cabeça, saber como está meu cabelo, se precisa pentear e, de tempos em tempos, se precisa de corte. Há uma fase de transição entre o curto e o comprido em que ele parece um capacete.
Não foi o espelho que evidenciou a transformação no meu rosto, foi a nova epidemia das máquinas fotográficas digitais. Vi-me em poucas fotos recentes e fiquei espantado: O sorriso me fugiu da face. Não sei como isso aconteceu. Será que o meu sorriso se aproveitou do meu descuido e fugiu? Faz tanto tempo que não sei onde procurar. Posso tê-lo esquecido! Será que o esqueci no banco do ônibus num dia destes de superlotação? Será que perdi no farol? Pode ter sido no caixa do supermercado? Tenho a mania de deixar as chaves do carro no balcão quando vou assinar o ticket do cartão do crédito... posso tê-lo posto junto e na hora de ir embora ter pego somente as chaves. Felicidade da moça do caixa, que poderá disfarçar seu mau humor, ou se já bem humorada, poderá contar com um sorriso a mais, caso um lhe falte. Será que ele foi varrido após ter caído no chão do escritório e ter ido para a lata do lixo, escondido no meio da poeira, detritos e debris de papel?Não sei ao certo onde ele foi parar... No lugar existe uma meia lua voltada para baixo que me assusta. Peço a quem, por ventura o encontre, mesmo que amarelo, que o devolva, pois sem ele pareço mais um.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Reflexões, ruminações e afins.




Lendo o blog de uma escritora carioca, a qual me tem dado muito prazer na leitura, deparei-me com um assunto novo para mim. Afinal blogs são ou não são autobiográficos?
Lembro-me muito bem do dito: “A ignorância é a casa do sossego!” e gostaria de tentar conduzi-los por uma linha de raciocínio a partir daquele dito. Alerto ainda que não quero causar qualquer incomodo a ninguém, mesmo sabendo que “o inferno está cheio de boas intenções”, vou escrever.
Quem desconhece um assunto ou conhece pouco sobre ele tende a banalizá-lo. Por exemplo: Ninguém fica horrorizado com a situação política do Irã se não assistisse TV ou ouvisse rádio. Ou seja, não se pode sentir qualquer coisa em relação àquela situação sem a conhecê-la.
Outro exemplo: Muitos fumantes do passado nunca pensaram que o tabagismo pudesse influenciar no aparecimento de diversas doenças, assim como os cânceres. O que um câncer de bexiga tem com o tabagismo. Resposta: Muito. Carcinógenos inalados chegam à corrente sanguínea, são concentrados na urina e armazenados por um bom tempo na bexiga, onde desempenham seu papel tumorogênico. Estão vendo? Quem sabia, ótimo! Quem não sabia pode ficar mais atento à fumaça dos cigarros.
Quando enxergamos algo é porque aquilo pôde ser captado/percebido pelos nossos órgãos dos sentidos. Qual mulher que não se indignou com seu namorado/esposo porque ele não enxergava o objeto procurado abaixo do próprio nariz? Qual o homem que não ficou assustado com a esposa/namorada pois ela não conseguiu ver um ponto distante na paisagem?
Só enxergamos o que estamos preparados para ver ou aquilo que nos causa incômodo. Quando percebemos pessoas, amigos (e nós mesmos) passando por uma situação qualquer e começamos a refletir sobre ela... fomos pegos! Começamos a enxergar. Só podemos “enxergar” devido a nossa capacidade e não pela capacidade do outro. A outra pessoa pode não “enxergar” nada.
O ângulo de visão pode ser completamente diferente frete à mesma situação ou coisa. A visão do observador pode ser míope, ele pode sofrer de catarata, ou a retina pode estar eternamente manchada por uma imagem que não existe mais.
As folhas do salgueiro são verdes na face superior, mas quem está vendo-as por baixo pode acreditar que elas sejam por inteiro prateadas. Podemos alertar nossos amigos sobre o que está acontecendo e eles podem não nos ouvir, pois não conseguem ver o mesmo que vimos, e podemos nós mesmos estarmos vendo a situação pelo ângulo inadequado.
Questões levantadas e ruminadas, mesmo que de outrém, recebem nosso tratamento. De um jeito superficial, profundo, de um outro jeito, não importa. Processamos informações que recebemos para formar um juízo da questão, sempre baseado no que vimos, sentimos e vivemos. O produto deste processo, e tão nosso, pode ser ou não exteriorizado. Se paramos para pensar sobre algo, perdemos nosso tempo para formular um juízo da questão, ganhamos mais experiência em processar pensamentos, podemos partilhar posturas, podemos juntar pontos de vista para criar um terceiro ou mesmo ver a mesma questão com outros olhos. Este processo nos traz experiências de vida, pode nos tornar mais maduros, ajudando a escrever nossa história.
Se os blogs são autobiográficos, temo em dizer que muitos deles são sem percebermos.
Acredito ainda que quando atuamos como artistas criadores e inventamos um novo texto, artesanato, uma nova forma de arte, mesmo que "inventada" com inspiração vinda de sei-la-de-onde, colocamos parte de nossa realizada e da matéria que nos formou. Para fechar gostaria de usar o jargão: “Toda obra tem um pouco do artista” se não ele por completo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Aproveitando...



Quem já ouviu ?


sábado, 9 de maio de 2009

Coisas diferentes para se fazer – Vulgo: “Programa de Índio”

Reservar um horário no Observatório Abrahão de Moraes, em Vinhedo/Valinhos.

Todo primeiro final de semana de Lua crescente do mês o observatório abre as portas para nós reles mortais.
Fui e gostei muito. Vi Saturno com seus anéis e pude ser duas luas daquele planeta pelo telescópio. A luneta precisamente direcionada exibia as crateras e mares lunares.
Se você se imagina um pequeno ponto no universo vai realmente perceber quanto diminutos somos.
Não gostei do tempo de visita. Apenas uma hora!

Visitar a fazenda Hare Krishina - Nova Gokula em Pindamonhangaba.

O local é muito bonito, ao pé da serra, com rios de água cristalina. Pode-se ver o Pico de Itapeva, ponto turístico de Campos do Jordão.
Há um tempo onde os devotos, meditam, rezam, dançam e cantam principalmente a Krishina, a outras deidades e aos Swamis.
Tive a sorte de assistir uma cerimônia de casamento. O ritual simples e acompanhado por mantras e fogo, conduzido por um sacerdote, consistia em promessas de amor, companheirismo e devoção entre o casal. Quando marido e mulher assumem o compromisso, o sacerdote ata as vezes de um à a do outro, simbolizando a união.
Para finalizar, há um ritual de para eliminação do Karma adquirido nesta vida, basta acertar grãos de arroz no fogo ritual... o problema é a distância... será que eu acertei um?

Visitar a feira livre e estações de trem de Pinda.

Não há como negar que as construções férreas e arredores do sistema ferroviário paulista eram excepcionalmente grandes e bonitas. Pena que o descaso e modernização do nosso interior paulista tenha mal conservado tais construções, colocando muitas a baixo. Pinda dá o exemplo de conservação de tais estações e galpões. As construções circunvizinhas também apresentam arquitetura do tempo do café com leite.
Andando pelas ruas do centro podemos ver também o orgulho do povo daquela cidade sobre a revolução de 1932, estampado em nomes de ruas e em fotos ocasionalmente expostas nas estações.
Junto à estação da Estrada de Férro Campos do Jordão – Pinda há uma feira aos sábados, onde pode-se, por preços razoavelmente baixos, comprar verduras diretamente dos produtores. Vale a pena passar também nas barraquinhas de antiguidades junto ao local.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Outono.

Esta semana fui surpreendido pelo outono. Não que a folhinha da parede tenha me avisado, mesmo ela não traz esta informação, nem sequer porque alguém tenha comentado.
Estes primeiros meses do ano são sempre muito tumultuados pelo trabalho e mal são percebidas as alterações da época do ano. O que se percebe, de forma grosseira, é se está chovendo ou se está ensolarado, criando dias sintéticos e sem vida. No começo da semana reparei que as cores do dia tinham mudado que o ângulo da luz estava diferente. Dias claros e quentinhos e noites tendendo ao frio. O outono tinha chegado sem eu perceber.
Gosto muito dos dias outonais, não sei ao certo por quê? Como disse, são geralmente dias claros para serem passados em franca atividade e noites frias para passar no quentinho de dentro de casa. O Sol não nos torra, apenas nos queima um pouquinho, quando muito.
As noites são claras e estreladas, propícias para brincar de astrônomo e tentar localizar aquelas constelações que nada se parecem os bichos e objetos que nossos antepassados viam. São noites para tentar enxergar estelas cadentes e ver aqueles pontinhos que se atravessam o céu que os mais céticos chamam de satélites e os apocalípticos de discos voadores. Que seja um ou outro, tanto faz..., o legal é poder perder um tempo para vê-los.
Os dias de outono são gostosos, porém são dias que nos trazem certa melancolia e a expressão “certa” é precisa, pois não conseguimos detectar de onde vem aquela vaga tristeza que nos enche o peito e os olhos em dias tão bonitos. Dias de expressionistas.
Os médicos, psicólogos e evolucionistas dizem que é um fato relacionado à diminuição da quantidade de luz no dia, já que os períodos de claridade são cada vez mais curtos até o dia do solstício de inverno, nos preparando para o inverno. Falam que a nossa melancolia está relacionada à menor produção de serotonina em nosso cérebro e que a redução deste neurotransmissor nos tornam assim... Há pessoas que de tanta melancolia, entram em estado depressivo grave e até podem cometer barbaridades.
Os sábios gregos (até chego a pensar que todo grego antigo era sábio) já correlacionavam o entardecer e o outono com a melancolia. Para eles o ano e os dias eram como nossas vidas. Uma hora o dia nasce, cresce até um determinado ponto e amadurece. O envelhecimento, que é a tarde, é o anúncio da inevitável morte. Quem sabe que morrerá em breve não mostra um aspecto de felicidade, não é? A palavra outono significa isso: declínio, ruína...O mesmo acontece com o ano. A primavera é a infância. O verão a juventude e a vida adulta. O outono o anúncio da morte pela velhice e, o inverno, você já sabe... a morte e como toda morte é prenúncio de nova vida, por que não nos alegramos com o outono? Que nosso outono seja uma forma de nos amadurecer e nos preparar não mais para a morte anunciada, mas que seja o anúncio de uma nova fase de nossa vida, pois as folhas das árvores no outono fenecem para dar espaço as mais tenras e novas folhas verdes.